sábado, 14 de junho de 2008

Alguém já sentiu a paz, de ver uma criança dormindo? Já sentiu, aquele pequeno corpo, tão indefeso, deitar-se sobre o seu, e dormir, sentindo-se seguro? Alguém já chorou ao ver a inocência de uma criança, que ainda está descobrindo a vida, as coisas, e por pior que seja.. As maldades do mundo no qual ela vive?

São coisas que realmente não têm preço, nada paga, e nada substitui. O cheirinho que elas exalam, não são apenas de roupas limpas, ou de um azedinho, quando precisam de um banho. É o cheiro da vida, o cheiro da inocência, e o cheiro da essência da vida. Ah, se eu me lembrasse de como era minha vida nesses maravilhosos tempos.

Eu às vezes gostaria de ainda estar lá, e de nunca passar dessa fase. Gostaria... De não precisar viver num undo tão cruel, cheio de coisas ruins, e pessoas fúteis, importando-se apenas com seu próprio nariz, assim pisando em cima dos menos privelegiados monetariamente dizendo.

Eu tenho vivido intensamente pequenos momentos, deixando brincadeiras de lado, dando mais valor a vida, as pessoas ao meu redor. Sei, que... Ao menos posso sentir quele cheio de inocência por um bom tempo ainda, e que posso aproveitá-lo. Vou sim, aproveitá-lo. E de uma pessoa, que nunca diria ser mãe, está aqui, meu desejo exposto.

Não há nada, nem ninguém que pague amor, que pague carinho, que pague ternura. E com certeza não há nada que pague o sorriso retribuído de uma pequena inocente. E é isso que eu quero carregar comigo, coisas impagáveis. Porque elas, são as melhores coisas que existem nesse mundo, tão sem amor.

Cuide do que é seu, cuide do que possa ser seu, e cuide também do que não seja seu.

(Mariana, onze meses).

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