sábado, 12 de julho de 2008

De três coisas eu estava convieta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele - e eu não sabia que poder essa parte teria - que tinha sede do meu sangue. E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele. (Página 157)

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Edward exitou para se testar, para ver se era seguro, para se certificar de que ainda tinha controle de suas necesidades.

E depois seus lábios frios e marmóreos encostaram com muita delicadeza nos meus.

Nenhum de nós estava preparado para minha reação. O sangue ferveu sob minha pele, ardendo em meus lábios. Minha respiração assumiu um ofegar louco, meus dedos se trançaram em seu cabelo, puxando-o pra mim. Meus lábios se separaram, enquanto eu respirava seu cheiro inebriante. (Página 223).
Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco, ir chegando nos quarenta e não casar e nem ter esses monstros que eles chamam de filhos, casa própria nem porra nenhuma. Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo. Vai doer tanto, menino. Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha.

Você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito? Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de... Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco. Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles. Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia?
Depois tu foste com os olhos vidrados, viraste as costas ao mundo que construímos e desligaste o televisor, poupaste-me dessa telenovela mexicana do costume.

Levantei-me devagar, talvez a falta me esperasse no jardim, percorri todos os canteiros mas nada faltava, vi na piscina e a água estava como sempre esteve, límpida, transparente, à espera de um corpo que lhe interrompa a quietude. Não encontrei nada que me faltasse ali e sentei-me olhando o céu cinzento. Vai chover...

Vi através da janela da cozinha o teu carro a arrancar debaixo da tempestade, vi-te partir a grande velocidade, sem um aceno, sem nada, sem uma despedida decente. A culpa foi minha!

Cheguei à cozinha com o intuito de fazer o pequeno almoço, curvei-me para apanhar um papel que estava no chão, ia amarrotá-lo e deitá-lo ao lixo mas antes tive de o ler, "meu amor, já não te amo! Perdoa-me mas encontrei outra pessoa". E a tua imagem caiu sobre mim personificando a minha falta e com ela caiu tudo o que deveria ter sido e não foi.

Teve de ser assim pensei enquanto me deitava, se não me amavas, se querias partir não iria ser eu que te iria impedir, quando se ama sabe-se dar liberdade, eu dei-te... encostei-me à almofada e observando o espaço vazio ao meu lado com os olhos repletos de lágrimas deixei-me adormecer.