quinta-feira, 14 de agosto de 2008

VAI TOMAR NO CU!



É um desabafo super sério.
Mãos tão brancas, sangue tão vermelho. Por onde andam aqueles olhos por quais eu tanto procurei? Bem longe de mim. Aqueles olhos, aqueles lindos olhos nunca olharam na mesma direção que a minha. Sempre olhará na direção contrária. Eu não posso fazer com que nós olhemos na mesma direção. Não é por não querer, ou por falta de vontade... É porque nossos destinos foram traçados para nunca se alinharem, nunca se cruzarem, apenas ficarem em paralelo, caminhando um ao lado do outro.

As saudades me matam a cada dia mais, e algumas de suas palavras são lembradas com carinho. Outras... também são lembradas, mas com dor. Eu queria poder fazer algo para me tirar desse abismo, mas eu não sou ninguém para fazer isso.

Minha vida está completa, e ao mesmo tempo vazia. Preste atenção a cada palavra minha... Sempre há um detalhe, sempre há um entrelinhas. Sempre há amor em tudo que digo, e em tudo o que eu digo, há você. Meus sorrisos, minhas lágrimas, minhas devoções, minha existência... Em tudo há um pouco de você. Meus sorrisos, minha lágrimas, minhas devoções, minha existência... Em tudo há um pouco de você. Ou será que tudo é você, é por você? Não sei. Mas não há nada que me traga felicidade plena, ou que me afete profundamente. Não quando essa pessoa se trata de você.

Romântica.. patética, poeta. Não sei me definir, não há o que definir sobre mim. Não se reprima quando eu digo chorar, nem quando eu digo que meu sangue se esvai... Eu apenas faço o possível apara me manter em pé. Como todo ser humano... Tenho minha fraquezas, tenho meus medos. Fraquezas e medos têm cura. O que não há cura é para o amor. Porque algo assim não pode ter cura?

Diz um sábio poeta, que o amor não existe, sem a dor. Se você ama, dói. Em algum ponto de sua vida, vai doer. Se não doer não é amor. Dói, machucha, fere, rasga. Mas depois vêm a maravilhosa recompensa. Eu estou esperando minha recompensa, seja ela qual for. E se vier mais dor pela frente, eu ainda erguerei a cabeça, com esperança, e ainda pensarei, que minha recompensa está logo chegando.

Você é algo assim, é tudo pra mim, é mais que eu esperava. Você é mais do que sei, é mais que sonhei.
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Talvez a recompensa tenha chego, e eu não consiga enxergá-la.
As duas palavras (justa causa) no meio de uma frase qualquer, fez a Garota respirar profundamente três vezes, para aliviar a tensão. Ela não queria chorar. Não ali, na frente de todos e principalmente daquele que a coordenava.

Engoliu, entupiu o choro, e concordou com tudo que ele havia lhe dito. Era uma advertência. E não, não era como nos colégios, que você levava advertência por ter corrido demais pelo pátio do colégio, ou até por ter dado um bofete na cara de algum de seus companheiros de sala.

Aquilo era jogo da vida real. E exatamente por isso, ela não poderia chorar. Muito menos baixar a cabeça e desistir. Ela lutou tanto para estar ali, nada poderia fazer ela desistir. Nada!

E aquela Garota não vai desistir.