domingo, 20 de dezembro de 2009

A garganta dói, provei o que não devia. A cabeça me pesa, pensei o impermitido. Tens que te movimentar no meio desses brilharecos. Tens que desmenti-los um por um. A cada dia assassinar o pai, estuprar a mãe. Pára de sonhar coloridices. Tenho asco de tuas fitas coloridas, teus perfumes. Foi assim que vocês todos morreram antes do tempo. Embora oco, estou no alto da torre, na Curva das Tormentas, as janelas abertas para que entrem todos os demônios. Os anjos também.
Caio Fernando Abreu

domingo, 13 de dezembro de 2009

Palavras não descrevem os olhos, as bocas, os braços e abraços, nem a alegria até então desconhecida, surgida de um (re) encontro. Pra quem, há dias atrás, refletia tanto as obras do acaso, hoje compreende que realmente, o acaso não passa de um simples nada, e acredita em algo bem maior que isso. Que levará à um próximo reencontro, sem sombra de dúvidas. Mas até lá, todas as músicas cantadas estarão na mente, todos os sorrisos que ainda não acreditavam no que estava acontecendo, todos os olhares que transpareciam toda a magia do momento...
Caio Fernando Abreu.