Cansei de deixar para trás copos sujos e cigarros pela metade, beijos sem compromissos, das promessas falsas e corações despedaçados. Desisti dos alucinógenos, com os quais só assim vivia do modo que eu queria, vi as coisas que desejei, pertenci à um mundo que só ela entendia. Era inconsequente, sem medos, sem limites. Parei de agir por impulso, de não dar atenção aos avisos, de sempre perder a consciência e ansiar cada vez mais por advertências. Era como demonstrava o frio que guardava dentro de si, ria de quem advertia, caçoava, machucava e abalava. Talvez isso tenha feito se questionar, partir.
Espero aqui, ansiosa, o retorno da parte que me foi arrancada sem meu consentimento. Cada arrepio, impressão me deixa eufórica, esperançosa. Mas creio que para sua volta eu precise viver mais, viver mais para mim e não em função dos outros. Deixo assim de esquecer das horas, de fazer por fazer, de olhar e não ver nada. Vou esquecer de como preciso desse outro eu, fazer as coisas como devem ser feitas, sorrir, ter afeto e continuar a seguir meus dias. Quem sabe assim ela se lembre de mim e volte sem eu esperar...
Minhas atitudes são automáticas, não há pausa para reflexões, as palavras parecem vomitadas, meus olhos procuram o nada, sem rumo, sem qualquer ponto.
Espero aqui, ansiosa, o retorno da parte que me foi arrancada sem meu consentimento. Cada arrepio, impressão me deixa eufórica, esperançosa. Mas creio que para sua volta eu precise viver mais, viver mais para mim e não em função dos outros. Deixo assim de esquecer das horas, de fazer por fazer, de olhar e não ver nada. Vou esquecer de como preciso desse outro eu, fazer as coisas como devem ser feitas, sorrir, ter afeto e continuar a seguir meus dias. Quem sabe assim ela se lembre de mim e volte sem eu esperar...
Minhas atitudes são automáticas, não há pausa para reflexões, as palavras parecem vomitadas, meus olhos procuram o nada, sem rumo, sem qualquer ponto.

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